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12 de Abril de 2017 às 14:30

Ex-vereador Lúdio Cabral de Cuiabá é citado em delação da Odebrecht; processo vai ao TRF de SP

Folha Max

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Divulgação

Lúdio Cabral e Padre Tom disputaram em 2014, respectivamente, os governos de Mato Grosso e Rondônia.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao Tribunal Regional da 3ª Região, com sede em São Paulo, pedido de abertura de inquérito contra o ex-vereador de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT). O despacho faz parte de centenas de pedidos de investigação protocolados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base da delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, nas investigações da “Operação Lava Jato”.

 Além de Lúdio, podem ser investigados o prefeito de Araraquara e ex-ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT), e o ex-deputado federal Mariton Benedito de Holanda, o Padre Tom (PT-RO). Por conta do foro de Edinho na 2ª instância, o caso foi encaminhado ao TRF de São Paulo.

 Ainda não há detalhes sobre os fatos pelos quais Lúdio, Edinho e Padre Tom são investigados. No entanto, a principal suspeita é de que trata-se de investigação relacionada a doações ilegais para campanhas eleitorais.

 Lúdio Cabral e Padre Tom disputaram em 2014, respectivamente, os governos de Mato Grosso e Rondônia. Na mesma eleição, Edinho Silva era um dos principais coordenadores da campanha a reeleição da ex-presidente Dilma Roussef (PT). A suspeita é de que o ex-ministro tenha recolhido doações ilegais para as campanhas dos correligionários.

 SODOMA

Além da questão sobre a “Lava Jato”, Lúdio Cabral ainda tem sua campanha a prefeito de Cuiabá, em 2012, como alvo da “Operação Sodoma”. Ele chegou a ser conduzido coercitivamente à Delegacia Fazendária para prestar esclarecimentos sobre as fraudes investigadas.

 De acordo com as informações, após as eleições a dívida de campanha do petista com um posto de combustível foi paga com recursos desviados do Governo do Estado. O esquema era executado pelo ex-secretário de Administração, Francisco Faiad, que foi preso na operação. Ele teria pago cerca de R$ 900 mil da campanha do ex-vereador.

 Apesar da condução e dos indícios de fraudes na campanha, Lúdio não foi denunciado pelo Ministério Público Estadual.

MAGGI

Além de Lúdio, o ministro é outro político de Mato Grosso citado na delação da Odebrecht é o ministro da Agricultura, Blairo Borges Maggi (PP). Ele é alvo de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).

 O nome do ex-governador de Mato Grosso e senador licenciado foi citado pelos executivos João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto. Ele revelaram que os repasses foram centralizados pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Nele, Maggi é conhecido pelo codinome de “Caldo”.

 A Odebrecht revelou que a propina de R$ 12 milhões foi exigida pelo ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, para pagar um crédito que a empresa tinha a receber do Governo do Estado. Segundo as delações, Eder deixou claro que o então governador Blairo Maggi tinha conhecimento da cobrança.

“Também quanto ao Estado do Mato Grosso, menciona-se que Éder de Moraes Dias, agente público estadual, teria solicitado pagamento de vantagem indevida a fim de propiciar o recebimento dos créditos em  comento, valores que seriam repassados, a pretexto de contribuição eleitoral, em favor da campanha de reeleição do então Governador do Estado do Mato Grosso Blairo Maggi. O solicitante, inclusive, teria mencionado que o pedido era de conhecimento do então Governador, surgindo o repasse de R$ 12.000.000,00”, narra o inquérito.

 

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